A identidade Death Metal, com melodias pesadas e vocais rasgados, sempre teve tudo a ver com a banda pelotense Postmortem. Em 2004, os irmãos Bruno e Daniel Añaña decidiram criar um grupo de rock, e o chamaram de War Gods. De lá pra cá, com alguns integrantes a menos, outros a mais, a banda ganhou o nome de uma das músicas do Slayer. “Fez sentido porque todos somos fãs de Slayer”, conta o vocalista e guitarrista, Bruno Añaña. Além dele, compõe o grupo Mou Machado, na guitarra; Douglas Veiga, na bateria; e Matheus Heres, no baixo e nos vocais.
As influências musicais são variadas, mas não fogem ao bom e velho metal. Morbid Angel, Vader, Deicide, Cannibal Corpse e Nile são algumas das referências para o som. O estilo é marcado pela velocidade, agressividade e técnica aplicada nas músicas. Já a temática macabra, comum nas letras de Death Metal, é utilizada com cuidado. “O Death metal tem como característica abordar temas ocultistas nas letras, fazemos isso, mas de forma inteligente e relacionadas ao cotidiano”, explica Bruno.

Os shows na cidade e na região ajudam a divulgar a primeira demo da banda, Out of tomb, que traz uma introdução e quatro faixas próprias. O trabalho ainda é distribuído na França, Canadá, Malásia e Chile, graças a uma parceria com a gravadora francesa Maltkross. “Ter nosso som vinculado em lugares que nunca estivemos é muito bom, visto que no Brasil, o espaço para o metal é bastante restrito”, afirma Bruno. Um CD também está nos planos da Postmortem, que deve entrar em estúdio ainda esse ano.

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